O Nobel de Literatura tem fama de premiar livros difíceis. Não é bem assim: entre os mais de cem vencedores há romances que se leem num fim de semana e não saem mais da cabeça. Esta é a nossa 150ª lista — e escolhemos seis Nobéis, um por autor, para quem quer começar pelo topo.
1. Cem Anos de Solidão
Gabriel García Márquez
Sete gerações da família Buendía em Macondo, onde chove flores e os mortos voltam para conversar. O romance que definiu o realismo mágico e o Nobel de 1982. Comece por aqui.
2. Ensaio sobre a Cegueira
José Saramago
Uma cegueira branca contagiosa se espalha por uma cidade sem nome. O único Nobel em língua portuguesa (1998) escreveu aqui sua parábola mais dura e mais lida.
3. Amada
Toni Morrison
Uma ex-escrava no Ohio de 1873 é assombrada pelo fantasma da filha. Pulitzer, Nobel (1993) e o romance americano mais importante das últimas décadas.
4. Os Vestígios do Dia
Kazuo Ishiguro
Um mordomo inglês faz uma viagem de carro e, no caminho, revê uma vida inteira de lealdade a um patrão errado. O Nobel de 2017 em sua obra mais perfeita — e mais triste.
5. A Vegetariana
Han Kang
Uma mulher em Seul para de comer carne — e a família reage com violência. O romance breve e perturbador da sul-coreana que venceu o Nobel de 2024.
6. Sobre os Ossos dos Mortos
Olga Tokarczuk
Numa aldeia polonesa, caçadores começam a morrer e uma senhora excêntrica que lê horóscopos investiga. Thriller ecológico e filosófico da Nobel de 2018.
Por onde começar
O mais amado: Cem Anos de Solidão. O mais curto: A Vegetariana. O mais elegante: Os Vestígios do Dia. O mais poderoso: Amada.
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