Os nossos vizinhos escrevem como ninguém — e a gente lê pouco. Estes seis livros são a volta completa pelo continente: o realismo mágico, o boom e os labirintos de Borges, com até um Canudos contado por um Nobel peruano.
1. Cem Anos de Solidão
Gabriel García Márquez
Macondo, os Buendía e cem anos de amores, guerras e chuvas de flores. O romance que definiu o realismo mágico e levou o Nobel — a porta de entrada obrigatória.
2. Ficções
Jorge Luis Borges
Bibliotecas infinitas, mapas do tamanho do mundo, o homem que não esquecia nada. Dezessete contos que reprogramam o leitor — a literatura como labirinto e vertigem.
3. Pedro Páramo
Juan Rulfo
Um homem chega a Comala procurando o pai — e a cidade é povoada de mortos que sussurram. Curto, seco e assombroso: o livro que García Márquez sabia de cor.
4. A Casa dos Espíritos
Isabel Allende
Quatro gerações das mulheres Trueba entre espíritos, paixões e o golpe que rasgou o Chile. A estreia arrebatadora que virou clássico instantâneo.
5. A Guerra do Fim do Mundo
Mario Vargas Llosa
O Nobel peruano conta Canudos — sim, o nosso Canudos — no romance total sobre fanatismo e utopia que muitos consideram o melhor do século na América Latina.
6. O Jogo da Amarelinha
Julio Cortázar
O romance que se lê em qualquer ordem: Paris, Buenos Aires, jazz e a Maga. Experimental sem ser chato — o livro-culto da geração do boom.
Por onde começar
A porta de entrada: Cem Anos de Solidão. O curto e perfeito: Pedro Páramo. Para o Brasil no espelho: A Guerra do Fim do Mundo. O desafio: O Jogo da Amarelinha.
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