Há um jeito de contar histórias em que ninguém narra: os personagens escrevem, e o leitor lê por cima do ombro. Cartas, diários, telegramas. Estes seis livros mostram o que o romance epistolar faz melhor que qualquer outro: intimidade sem filtro.
1. As Ligações Perigosas
Choderlos de Laclos
A marquesa de Merteuil e o visconde de Valmont trocam cartas planejando seduções e vinganças na França de 1782. O romance epistolar mais cruel e mais perfeito já escrito.
2. Drácula
Bram Stoker
Diários, cartas, recortes de jornal e telegramas: o vampiro mais famoso do mundo nunca fala por si — só sabemos dele pelo que as vítimas anotam. Por isso dá tanto medo.
3. Frankenstein
Mary Shelley
Um explorador no Ártico escreve à irmã sobre o homem que resgatou do gelo — e a história que ele conta. O primeiro romance de ficção científica, moldura de cartas incluída.
4. A Cor Púrpura
Alice Walker
Celie escreve cartas a Deus, e depois à irmã, contando quarenta anos de violência, descoberta e libertação no sul dos Estados Unidos. Pulitzer, filme de Spielberg, musical.
5. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Londres, 1946: uma escritora recebe a carta de um desconhecido da ilha de Guernsey e descobre um clube de leitura nascido sob a ocupação nazista. Terno, engraçado, irresistível.
6. Cartas a um Jovem Poeta
Rainer Maria Rilke
Dez cartas reais de Rilke a um aspirante a escritor, sobre solidão, arte e paciência. O bônus não ficcional da lista — e o livro de cartas mais relido do século 20.
Por onde começar
O mais fácil de amar: A Sociedade Literária. O clássico: As Ligações Perigosas. O mais forte: A Cor Púrpura. Para uma noite: Drácula.
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